Chegamos à recta final do projecto e apresentamos o trabalho desenvolvido durante o semestre na tarde de ontem.
Os próximos 15 dias serão necessários para retocar alguns pormenores, nomeadamente o acesso à página principal do projecto.
Para tal, coloco aqui o link para a página inicial "Guimarães 2012"
quarta-feira, 2 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
2012: o ano da cidade de Guimarães.
2012 é o ano em que Guimarães será a Capital Europeia da Cultura, em conjunto com Maribor, na Eslovénia. A cidade no norte de Portugal prepara-se para receber artistas de todo o mundo e turismo em grande escala.
Uma equipa de arquitectos e gestores da área cultural tem o papel principal na actual preparação do projecto. Investigamos esta combinação de esforços pelas diferentes partes e como a comunidade está a reagir à mudança.
A Fundação Cidade de Guimarães, organizadora do evento, explica-o através de diferentes conceitos: arte, comunidade, pensamento e cidade.
A reportagem foca-se nas mesmas quatro áreas, adaptando-as. Se por um lado a Arte explora o trabalho constante dos arquitectos do Guimarães 2012, a Cidade exemplifica como se planeia o desenvolvimento do espaço urbano. A Comunidade é uma secção crucial na problemática: ouvimos a opinião de locais para saber o que de bom ou menos bom se espera. Por último, o Pensamento: o que tem vindo a ser feito e a existência, ou não, de um equilíbrio entre o que Guimarães tem capacidade para dar e receber o que o futuro reserva.
Catarina Martins
Uma equipa de arquitectos e gestores da área cultural tem o papel principal na actual preparação do projecto. Investigamos esta combinação de esforços pelas diferentes partes e como a comunidade está a reagir à mudança.
A Fundação Cidade de Guimarães, organizadora do evento, explica-o através de diferentes conceitos: arte, comunidade, pensamento e cidade.
A reportagem foca-se nas mesmas quatro áreas, adaptando-as. Se por um lado a Arte explora o trabalho constante dos arquitectos do Guimarães 2012, a Cidade exemplifica como se planeia o desenvolvimento do espaço urbano. A Comunidade é uma secção crucial na problemática: ouvimos a opinião de locais para saber o que de bom ou menos bom se espera. Por último, o Pensamento: o que tem vindo a ser feito e a existência, ou não, de um equilíbrio entre o que Guimarães tem capacidade para dar e receber o que o futuro reserva.
Catarina Martins
terça-feira, 25 de maio de 2010
Entrevista de Fundo
“A arte, a cultura e a criatividade ao serviço de uma cidade pode ser transformadora”
Carlos Martins, Director do Projecto “Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura”, conversa sobre o evento organizado pela Fundação Cidade de Guimarães e reflecte sobre as mudanças que se vão operar na cidade. Mostra, ainda, a sua perspectiva acerca da comunidade local e sobre o papel da Universidade do Minho no projecto.
Catarina Martins: Em termos práticos, o que é que na sua opinião “Guimarães 2012” vai trazer à cidade?
Carlos Martins: O projecto não pretende resolver os problemas da cidade ou da região, mas tem consciência desses problemas e quer estar ao serviço da sua resolução. Não é um projecto de um ano que altera uma comunidade de forma estrutural, mas tem o tempo suficiente, quer no âmbito da sua preparação, quer da sua implementação, para ilustrar possibilidades diferentes na vida da comunidade.
No caso específico de Guimarães, muitos problemas que a cidade vive têm a ver com a mudança de um modelo de vida urbana e de vida económica e com uma dependência ao nível das empresas locais ligadas aos sectores tradicionais, nomeadamente ao têxtil. Temos vindo a sentir que essa competitividade que Guimarães tinha tem se vindo a perder em desfavor de alguns mercados emergentes. Deixamos de competir entre Famalicão e Guimarães, ou Braga ou Barcelos, e estamos a competir a nível global.
A Capital da Cultura pretende demonstrar que a arte, a cultura e a criatividade ao serviço de uma cidade pode ser transformadora. Pode transformar o modelo cultural, mas também o modelo social e o modelo económico. Mas isso só se faz, de facto, se as pessoas estiverem envolvidas no processo, se perceberem que é o seu futuro que está em causa.
Guimarães tem um reconhecimento internacional quanto às competências que desenvolveu ao nível da produção cultural, mas ainda mais ao nível do património e ao nível da programação cultural. Não tem uma grande quantidade de artistas profissionais a residir e a produzir negócios na cidade, e é isso que a Capital Europeia da Cultura (CEC) quer estimular e promover. Tendo consciência que hoje a economia da cultura é algo de relevante na sociedade ocidental contemporânea, Guimarães quer estar nessa agenda de competição entre cidades. Por isso, a Capital da Cultura não quer mudar nada, mas quer estar ao serviço dessa mudança, inspirando-a na população mais jovem. Daí que a população universitária seja especialmente importante para o projecto.
Catarina Martins: Considera que “Guimarães 2012” é um projecto com continuidade não só nesse ano?
Carlos Martins: Estes projectos têm sempre uma característica de efemeridade e têm uma característica estruturante para a região, e as duas dimensões podem coexistir de forma tranquila. É evidente que Guimarães só será a CEC naquele ano, daí que, percebendo que o projecto é efémero, se ele for bem desenhado, pode contribuir para uma mudança do modelo estrutural.
Por exemplo, ao nível das estruturas que vão ser criadas, e quando se estuda com mais detalhe o projecto, percebe-se que grande parte dos equipamentos que vão ser construídos são espaços de trabalho diário, onde artistas, designers, arquitectos ou criadores poderão trabalhar, investigar e mostrar o seu trabalho em permanência em espaços de incubação económica e artística.
Catarina Martins: Em que é que se traduz o protocolo estabelecido entre a Fundação Cidade de Guimarães e a Universidade do Minho (UM)?
Carlos Martins: Traduz-se num conjunto de possíveis colaborações que a Universidade quer desenvolver com a Capital da Cultura, nomeadamente em 3 níveis. Por um lado, há estruturas da Universidade que já têm uma relação com o universo cultural, artístico e programático, nomeadamente, as escolas mais ligadas às dimensões culturais, que serão óbvios parceiros na programação. Falamos desde áreas de investigação ligadas à Memória, à História, até à produção contemporânea, à Música e à Arquitectura. Ou seja, há uma série de áreas de investigação e de produção de conhecimento que a Universidade hoje já desenvolve e que poderão ser incorporadas no âmbito da CEC, quer ao nível da licenciatura, quer ao nível do mestrado. Falo, por exemplo, do Mestrado em Artes Digitais que se desenvolve em Guimarães.
Por outro lado, o campus de Azurém tem uma fortíssima presença na dimensão tecnológica, nomeadamente com os cursos de Engenharia, e acreditamos que esta relação entre arte, cultura e tecnologia é decisiva no futuro. Cada vez mais artistas utilizam plataformas tecnológicas, cada vez mais pessoas ligadas às tecnologias necessitam dos conteúdos e daquilo que os artistas desenvolvem a nível estético e simbólico. Achamos que a CEC pode projectar, fomentar e criar uma nova aproximação entre estes dois mundos. Como tal, está previsto um festival de artes digitais e um trabalho ao nível do design.
A Universidade tem uma série de competências ao nível do estudo do território e ao nível da avaliação dos impactos da CEC, nomeadamente na área das Ciências Sociais, sejam eles económicos, de públicos, sociais e culturais. Uma coisa é o nosso desejo, outra coisa há-de ser a realidade, e é essa realidade que a UM nos vai ajudar a compreender.
Carlos Martins, Director do Projecto “Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura”, conversa sobre o evento organizado pela Fundação Cidade de Guimarães e reflecte sobre as mudanças que se vão operar na cidade. Mostra, ainda, a sua perspectiva acerca da comunidade local e sobre o papel da Universidade do Minho no projecto.
Catarina Martins: Em termos práticos, o que é que na sua opinião “Guimarães 2012” vai trazer à cidade?
Carlos Martins: O projecto não pretende resolver os problemas da cidade ou da região, mas tem consciência desses problemas e quer estar ao serviço da sua resolução. Não é um projecto de um ano que altera uma comunidade de forma estrutural, mas tem o tempo suficiente, quer no âmbito da sua preparação, quer da sua implementação, para ilustrar possibilidades diferentes na vida da comunidade.
No caso específico de Guimarães, muitos problemas que a cidade vive têm a ver com a mudança de um modelo de vida urbana e de vida económica e com uma dependência ao nível das empresas locais ligadas aos sectores tradicionais, nomeadamente ao têxtil. Temos vindo a sentir que essa competitividade que Guimarães tinha tem se vindo a perder em desfavor de alguns mercados emergentes. Deixamos de competir entre Famalicão e Guimarães, ou Braga ou Barcelos, e estamos a competir a nível global.
Guimarães tem um reconhecimento internacional quanto às competências que desenvolveu ao nível da produção cultural, mas ainda mais ao nível do património e ao nível da programação cultural. Não tem uma grande quantidade de artistas profissionais a residir e a produzir negócios na cidade, e é isso que a Capital Europeia da Cultura (CEC) quer estimular e promover. Tendo consciência que hoje a economia da cultura é algo de relevante na sociedade ocidental contemporânea, Guimarães quer estar nessa agenda de competição entre cidades. Por isso, a Capital da Cultura não quer mudar nada, mas quer estar ao serviço dessa mudança, inspirando-a na população mais jovem. Daí que a população universitária seja especialmente importante para o projecto.
Catarina Martins: Considera que “Guimarães 2012” é um projecto com continuidade não só nesse ano?
Por exemplo, ao nível das estruturas que vão ser criadas, e quando se estuda com mais detalhe o projecto, percebe-se que grande parte dos equipamentos que vão ser construídos são espaços de trabalho diário, onde artistas, designers, arquitectos ou criadores poderão trabalhar, investigar e mostrar o seu trabalho em permanência em espaços de incubação económica e artística.
Catarina Martins: Em que é que se traduz o protocolo estabelecido entre a Fundação Cidade de Guimarães e a Universidade do Minho (UM)?
Carlos Martins: Traduz-se num conjunto de possíveis colaborações que a Universidade quer desenvolver com a Capital da Cultura, nomeadamente em 3 níveis. Por um lado, há estruturas da Universidade que já têm uma relação com o universo cultural, artístico e programático, nomeadamente, as escolas mais ligadas às dimensões culturais, que serão óbvios parceiros na programação. Falamos desde áreas de investigação ligadas à Memória, à História, até à produção contemporânea, à Música e à Arquitectura. Ou seja, há uma série de áreas de investigação e de produção de conhecimento que a Universidade hoje já desenvolve e que poderão ser incorporadas no âmbito da CEC, quer ao nível da licenciatura, quer ao nível do mestrado. Falo, por exemplo, do Mestrado em Artes Digitais que se desenvolve em Guimarães.
A Universidade tem uma série de competências ao nível do estudo do território e ao nível da avaliação dos impactos da CEC, nomeadamente na área das Ciências Sociais, sejam eles económicos, de públicos, sociais e culturais. Uma coisa é o nosso desejo, outra coisa há-de ser a realidade, e é essa realidade que a UM nos vai ajudar a compreender.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
O director, o dj e o viajante que há em Carlos Martins
O director do projecto Guimarães 2012 não concilia trabalho e vida pessoal. Apenas porque não o necessita de fazer. O que é trabalho é prazer. Um luxo ao qual poucos têm acesso. A área de Carlos Martins é a do norte e a das indústrias criativas. O seu espaço é a Fundação Cidade de Guimarães. E o resto do mundo.
Começa por estudar Economia no Porto. Em Barcelona especializa-se em Turismo Cultural e volta à Universidade do Porto para se doutorar em Geografia. O co-autor do estudo macroeconómico “Desenvolvimento de um Cluster de Indústrias Criativas no Norte de Portugal” é apaixonado por cultura e sabe do que fala quando o tema é gestão cultural. Começou na Opium, Lda no planeamento cultural e na mesma área passou pelo pelouro da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. Hoje é patrão sem o ser. Colaboração é o modo de trabalho no Palácio Vila Flor, em Guimarães. Sem esquecer o humor matinal com que presenteia o espaço da Fundação.
O Festival Manta deu-lhe os quinze minutos de fama. A ele e a Ana Bragança, colaboradora na direcção do projecto. Depois de um breve curso de DJ proposto por ele à restante equipa, actuaram logo após a electrónica e o rock industrial do trio suíço Young Gods. Três horas de música com um vestuário a rigor: “uma espécie de underground londrino”, explica-nos Ana. A roupa preta a condizer o evento. Criatividade e a cultura no seu melhor.
Enquanto nos deliciamos com um espectáculo, Carlos trabalha para que o mesmo aconteça. Está atrás das cortinas muito antes de os artistas pisarem o palco. E para isso não distingue o fim-de-semana da semana, não há horário de trabalho e o tempo livre. Trabalha para que o público viva a arte e para que os artistas vivam as cidades que os acolhem. Trabalha na Fundação Cidade de Guimarães e em qualquer outro local onde tenha de estar. Presencialmente ou não, está sempre com os colaboradores, como a Ana Bragança nos revela: “só não trabalha vinte e quatro horas por dia porque dorme”. Trabalho que já passou pelo Euro 2004 na área da animação das cidades e pelo Programa de Dinamização das Aldeias Vinhateiras Vinhateiras do Douro. Até chegar à gestão do centro histórico do Porto, coordenou o Programa “Cooperar para Desenvolver – O Turismo do Norte em Rede” e foi consultor no Desenvolvimento Territorial da Área Metropolitana do Porto e Trás-os-Montes.
Acredita no poder transformador da cultura - com a sua dose de realismo. Admite: Guimarães é uma cidade pequena e ser Capital Europeia da Cultura é um evento de um ano só. Não tem como função salvar uma região. Mas acredita na mudança do espaço, das pessoas, do modo de ser viver lá. Admite: a fronteira entre o seu trabalho e a vida pessoal é ténue. Mas acredita no equilíbrio entre quem é e o que faz.
Começa por estudar Economia no Porto. Em Barcelona especializa-se em Turismo Cultural e volta à Universidade do Porto para se doutorar em Geografia. O co-autor do estudo macroeconómico “Desenvolvimento de um Cluster de Indústrias Criativas no Norte de Portugal” é apaixonado por cultura e sabe do que fala quando o tema é gestão cultural. Começou na Opium, Lda no planeamento cultural e na mesma área passou pelo pelouro da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. Hoje é patrão sem o ser. Colaboração é o modo de trabalho no Palácio Vila Flor, em Guimarães. Sem esquecer o humor matinal com que presenteia o espaço da Fundação.
O Festival Manta deu-lhe os quinze minutos de fama. A ele e a Ana Bragança, colaboradora na direcção do projecto. Depois de um breve curso de DJ proposto por ele à restante equipa, actuaram logo após a electrónica e o rock industrial do trio suíço Young Gods. Três horas de música com um vestuário a rigor: “uma espécie de underground londrino”, explica-nos Ana. A roupa preta a condizer o evento. Criatividade e a cultura no seu melhor.
Enquanto nos deliciamos com um espectáculo, Carlos trabalha para que o mesmo aconteça. Está atrás das cortinas muito antes de os artistas pisarem o palco. E para isso não distingue o fim-de-semana da semana, não há horário de trabalho e o tempo livre. Trabalha para que o público viva a arte e para que os artistas vivam as cidades que os acolhem. Trabalha na Fundação Cidade de Guimarães e em qualquer outro local onde tenha de estar. Presencialmente ou não, está sempre com os colaboradores, como a Ana Bragança nos revela: “só não trabalha vinte e quatro horas por dia porque dorme”. Trabalho que já passou pelo Euro 2004 na área da animação das cidades e pelo Programa de Dinamização das Aldeias Vinhateiras Vinhateiras do Douro. Até chegar à gestão do centro histórico do Porto, coordenou o Programa “Cooperar para Desenvolver – O Turismo do Norte em Rede” e foi consultor no Desenvolvimento Territorial da Área Metropolitana do Porto e Trás-os-Montes.
Acredita no poder transformador da cultura - com a sua dose de realismo. Admite: Guimarães é uma cidade pequena e ser Capital Europeia da Cultura é um evento de um ano só. Não tem como função salvar uma região. Mas acredita na mudança do espaço, das pessoas, do modo de ser viver lá. Admite: a fronteira entre o seu trabalho e a vida pessoal é ténue. Mas acredita no equilíbrio entre quem é e o que faz.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Team work - edição

Team work. Foto: Cristu Bustuc.
Chega por fim a fase em que vamos editar todo o material que recolhemos sobre a Capital Europeia da Cultura. Foram muitas viagens a Guimarães, muitos pedidos de material de gravação junto do técnico do ICS e muita criatividade à mistura. Sabemos que temos apenas 2 semanas para consolidar o nosso projecto e estamos prontas para mostrar uma perspectiva inovadora sobre "Guimarães 2012".
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Efeméride
No dia 12 de Maio de 2009, Guimarães foi eleita Capital Europeia da Cultura 2012, juntamente com a cidade eslovena de Maribor. Depois de Lisboa e do Porto, Guimarães será a terceira Capital Europeia da Cultura portuguesa.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
"Portugal está a fervilhar de cultura"
A frase de Fernanda Freitas iniciou o programa da RTP2 "Sociedade Civil", de dia 23 de Abril, subordinado ao tema "documentários". No dia do livro e dos direitos de autor, a apresentadora do programa e o jornalista José Vieira Mendes fazem referência à cidade de Guimarães no panorama da oferta cultural em Portugal, considerando que Guimarães comporta uma "dimensão muito forte", nomeadamente no âmbito da Capital Europeia da Cultura 2012.
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